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Hoje quando acordei, com toda essa chuva, o que mais queria era estar ao seu lado abraçadinha… Então bateu uma saudade enorme de você e veio muitas lembranças gostosas de quando estamos juntos. 

Lembrei das noites de domingos quando durmo ao seu lado e peço que a noite passe bem devagar e que o dia demore a chegar, só para que eu possa ficar o máximo de tempo ao seu lado.
Porque eu adoro deitar no seu peito, mesmo que seja só por 5 minutos, antes de você me expulsar. Adoro quando assistimos um filme juntos, na sua cama com o geladinho do ar condicionado, mesmo que o filme não seja muito bom.
Eu nem gosto de televisão, mas amo quando assistimos aos programas de sábado juntos… E pensando em tudo isso a saudade só aumentou. Saudade do ar condicionado, do edredom, da sua cama e principalmente de você! Bom dia meu amor. 

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és…

….O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

Você, eu e nós.

Tenho tantos receios, tantos temores em relação a nos dois. Moderando as ligações, os abraços e afetos. Você mantém uma distância tão formal para dois amantes… Tudo que me parece romântico para você é exagerado. Então vou me recolhendo, manejando os impulsos de te abraçar bem forte.
Você não conta seus segredos, então faço calar os meus. Você não fala de sentimentos, então guardo os meus, deixando escapar o que apenas os que saltam sem minha permissão.
Você nunca se mostrou interessado por minhas histórias, meus devaneios. Estamos juntos mas sinto a distância entre nós, sozinha quase sempre quando dormimos lado a lado.                     
Minha vontade era te ligar toda hora que a saudade apertasse, olhar nos seus olhos e dizer o que sinto por você enquanto ainda estamos um no outro.
Acho que passei tanto tempo aprendendo a dizer que não sou sua, que esqueço que agora te pertenço.
Me surpreendo quando diz que está de total entrega em nós dois, que é além de meu companheiro é um cúmplice de tudo em minha vida.
Esse mistério todo que te cerca… Quem é você? Deixe me te ver sem os julgamentos, as expectativas ou as roupas que vestes. Deixe me te ver nu aos sentimentos e palavras.

É uma questão de identificação pessoal mesmo, quando você bate o olho naquilo que lhe parece tão exótico e intrigante, se destacando dos demais que só estão ali para compor um plano de fundo para sua radiante beleza. Tem o som de algo que você nunca ouviu, te recorda alguma coisa que gosta muito mas não sabe bem o que é.

Roda Viva

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E em apenas um segundo tudo muda. A calmaria troca de roupa com o caos. Nada é tão certo, os planos não vale de mais nada. Nós deparamos cara a cara com a face real da vida, uma imensa roda gigante coordenada por ventos sem norte.

Vivemos como se o amanhã existisse, nos achando os melhores dos videntes, acreditando que podemos controlar as horas, os dias, os mês. Até que acontece algo que te mostra como estamos de mão atadas diante a vida, que tudo sempre pode mudar a cada segundo, e por mais que seus planos tenham sido cuidadosamente estudos, a vida sempre te mostra que você está errado, não é você quem manda nesse jogo, somos marionetes te Deus, do destino ou do acaso, dê o nome que preferir…

Graças a Deus que tudo é assim, nos livra da dor ou da monotonia. E que pena que tudo é assim, leva sem piedade o que amamos ou muda toda a nossa vida sem perdi licença.

E por mais clichê que isso seja, você custa a acreditar na velha frase “Aproveite cada segundo, ele pode ser o último.” O quão onipotentes somos para acreditar que nunca vai acontecer com a gente… E burrice ou falta de coragem?  

E se adiantar te dar um concelho… Não se preocupe com besteiras, não se estresse por bobagens, diga sempre o que sente, reduza ao máximo seus medos, seja verdadeiro, tenha atitudes coerentes com o que pensa, não se preocupe tanto em ganhar dinheiro, preocupe-se em cuidar de quem ama, conserve seus verdadeiros amigos, faça sempre um novo amigo, não coloque em ninguém a responsabilidade de te fazer feliz, não ache que as pessoas te pertencem, não desista das coisas em que acredita, se preocupe apenas em ser feliz!

Lembre-se sempre: Se esse fosse seu último dia você se importaria com isso? Você ficaria ai parado esperando? Você pensaria no hoje ou no amanhã?

Eu ainda me dou esses concelhos todos os dias!

Pular…

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Muitas são as vezes que penso em largar tudo, andar por lugares diferentes e ver o mundo por um angulo novo. Eu canso muito fácil das coisas, a rotina me deixa facilmente enjoada, dai vem à vontade que tenho de jogar tudo para o alto e procurar algo novo que me faça feliz. Não que a felicidade seja representada por algo único, acho que ela e mais como um estado de paz e contemplação das coisas a nossa volta. Felicidade para mim é dormir feliz e acordar ansiosa para aproveitar o dia. E na falta disso sinto-me vazia, sem um motivo maior pelo qual viver. Não que eu deseje a morte, a esperança de dias melhores sempre me é maior. Mas sinto uma inquietude, uma vontade de mudar tudo, renovar a vida e a mim mesma.

Quando esse tempo chegam, eu me reinvento, é a minha fuga, procurar algo que deixe a vida mais interessante possível. Ai começa um novo jogo, inventar nossos gostos, experimentar coisas, conhecer lugares… Mas nada disso vale se eu não tiver o combustível que faz meu coração queimar. Meu combustível é o amor, a paixão, as gostosas relações humanas. São lugares lindos, são amigos sinceros e loucos, é a euforia e a diversão. Na falta disso tudo não sou nada! Na falta disso tudo me agarro as memorias doces e a esperança de um amor futuro. Sim, AMOR! Porque a verdade é que vivo para amar, vivo pelo amor!

E o que é a Vida?

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E o que é a vida? Uma estrada para algum paraíso não terreno ou a contemplação diária das belezas a nossa volta? Perco-me entre obrigações e pequenos gostinhos de prazer. O amor que me faz viva e os deveres que oprimem meus sonhos, meu sonho de ser livre, de correr, tocar, gritar, pular nua em uma cachoeira.

Vou esperar pelas férias, vou esperar pela formatura, vou esperar pela aposentadoria… Vou esperar até ter coragem de fugir! Raptar o homem que amo, carregar meu carro com meus melhores amigos, gravar CDs com boas músicas e sair mundo a fora… Cantando, dançando, amando e vivendo!

E assim sentada em um computar, dentro de um escritório, vou sonhando com o mundo lá fora. Daqui de dentro nem dá para saber se está chovendo ou fazendo sol, há sempre cortinas para não nos distrairmos com tudo que o mundo lá fora pode oferecer, para que nós confortemos e que possamos achar, que essa sala com um ar condicionado é melhor que a brisa lá fora.

E tudo isso porque ouvir uma música que me lembra tempos felizes, tempos de liberdade e amor. Tempo que sinto saudades, como uma coisa de outras vidas, saudade de algo que nunca vivi.

Fecho os olhos, me imagino rodeada de pessoas que amo, fazendo um som, dando risada, em uma linda cidade, cidade que estamos só de passagem… Porque morramos em todos os lugares que achamos legal.

Um sonho… Um sonho louco de uma vida perfeita. Quem sabe um dia, quem sabe um dia eu encontre essas pessoas que tenham coragem de largar tudo e ir atrás de um sonho quase utópico de felicidade.

Deixo então meu pedido, coros amigos e meu futuro homem, quando me acharem, me levem, me agarrem pelo braço e me levem para essa vida sem hesitar.

E essa foi a música que me inspirou.

http://www.youtube.com/watch?v=YWcs-kHCveQ

1 ano!

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Hoje faz meu blog faz seu primeiro aninho! Me surpreendi ao abrir a página do servidor e me deparar com a notícia de que já faz um ano que escrevo aqui. Gente como o tempo voou… Ainda estou sem acreditar rsrsrsrs.

Muita coisa aconteceu dês do meu primeiro post, coisas boas e coisas ruim. Experiências de vida que me fizeram mudar completamente minha forma de ver o mundo. E isso ainda não acabou, a cada dia que passa aprendo coisas novas, mudo meus conceitos e revejo sempre minhas atitudes. A lema é crescer! 

A menina (nem sei se esse termo me cabe, tenho 22 anos, mas confesso que ainda me enxergo assim) que escreveu seu primeiro post a um ano atrás mudou demais. Até a cara do blog mudou um pouco, antes eu escrevia apenas sobre minhas mudanças para uma vida mais simples, mas depois ele virou uma espécie de diário que nem sei se alguém ler. Mas escrever me faz muito bem, é minha terapia diária, uma forma de expressar o que penso e sinto, assim depois eu posso ler e me entender um pouquinho mais.

Confesso que nos últimos meses tenho colocado textos bem para baixo, mas era só um reflexo de tudo que eu estava passando, como eu disse, aqui é como se fosse meu diário. Sim… mas acho que aos poucos a “BAD” está passando, estou me ajustando e é como dizem, “Se uma nuvem negra está sobre você, é sinal que vai chover na sua horta.” O bom sinal é que agora é só esperar brotar os posts mais alegres.

A busca pela vida simples não acabou, estou muito empenhada nela ainda, procurando me encontrar e ser sempre mais feliz que antes. Então, vamos pensar sempre positivo, essa é uma data para comemorar!

Vou ficar devendo um resumo de tudo que aconteceu nesse ano, que passou muito rápido.

Homens

lana

Gosto de homens de vozes rocas e com tatuagens na pele contando suas historias. Homens que trazem sempre contigo um instrumento, que tenham estilo e atitude, homens sem medo de viver ou morrer. Gosto de homens com um apurado estilo musical, que ame viajar e praticar esportes. Aquele tipo de homem que te arranca suspiros e admiração, que te protege e te entende, aquele que prefere uma jaqueta de couro a um paletó. Aquele tipo de homem que não te juga, te ensina. Que te faz sorrir em momentos triste, que faz seu coração apertar de saudades quando ele não está do seu lado. Homens verdadeiros, seguros de si e maduros o suficiente para admitir seus erros. Aqueles que não esperam as coisas acontecerem, mas sabem roubar o melhor da vida.

A paixão morreu de Overdose

cama

Éramos perdidamente para sempre, imortais enquanto trajávamos o couro daquela paixão supostamente eterna e acreditávamos que só a morte poderia desatar nosso laço, desviar nossos passos e criar óbito em nossos planos. Caminhávamos com a pele colada, como se andar de mãos dadas não fosse suficiente para alimentar nossa gana, famigerada ganância que havia entre nós. Não tínhamos rumo, nem queríamos mapas. Geralmente estávamos nus, como se nossos corpos não possuíssem farpas e nosso atrito, aos nossos átomos bastasse.

Nossas janelas vivam abertas, mas estávamos sempre ocupados demais para ver o que acontecia lá fora. Os carros, as pessoas, o planeta, nada disso fazia sentido em nossa órbita egoísta. Não ouvíamos a campainha, não ligávamos o rádio, vendemos a nossa televisão, mas estávamos sempre atentos ao silêncio salivante de nossas línguas. Assistíamos ao dançar de nossos lábios e esse era nosso melhor programa, talvez o único. Alimentávamo-nos de nossas bocas, mantínhamos a pressão alta lambendo o resíduo de sal presente em nosso suor. Suávamos juntos até adormecer.

Nós fomos tudo e a galáxia um dia foi só nossa. Eu era ela e vice-versa. Ela era meu verso e nunca minha vice. Éramos juntos nosso próprio vício e assim, intensamente, perdidamente, consumimos todo fôlego inabalável que havia entre nós. Tragamos nossos oxigênios sem medo da potencial asfixia, cheiramos nossos perfumes até roubá-los da pele e depois de muitas invasões afiadas em nossas veias, nossa paixão estrebuchou, morreu de overdose bem ali, diante de nossa cara incrédula. Nossos corações pararam de bater, pelos menos por nós. Sufocamos e sabíamos que precisávamos de novos ares.

Da última vez que a vi, guardamos nosso “Para Sempre” em caixas de papelão propositalmente esquecidas na minha última mudança, nos despedimos com um beijo distante do rosto, seguido de uma mudez que certamente desejava boa sorte e mais nada. Fomos juntos até o elevador, esperamos no escuro, quietos e sem cruzar olhares. O elevador chegou e nele ela entrou para sempre, sem ao menos olhar para trás. Da janela do apartamento ainda pude vê-la dentro do carro, desabando em lágrimas, convulsionando em soluços incontroláveis. Fumei um cigarro enquanto ela afastava-se e encolhia rápido, segui aquele automóvel vermelho com os olhos mareados, mas logo não pude mais vê-lo. O cigarro acabou e nossa paixão também.

AUTOR: Ricardo Coiro